Será que a vida que procuras, a vida porque lutas, não é aquela que já tens e de que estás a abdicar?

Esta pergunta pode parecer louca, mas começou a ecoar na minha cabeça há uns tempos.

Todas as mães querem ter mais tempo para passar com os filhos, certo? Então porque abdicamos do tempo que temos com os nossos filhos para passar mais horas a trabalhar? Quando é que é atingido o equilíbrio entre o dinheiro de que precisamos para viver e o tempo livre para realmente viver?

Não me interpretem mal, a satisfação profissional é algo muito importante, mas não digam que procuram essa satisfação para fazerem os vossos filhos felizes, é para vos fazer felizes e não há mal nenhum nisso.

Comecei a pensar nisto porque me tenho envolvido em alguns projetos. O blog é algo que faço no meu tempo livre e que me serve como catarse, e refúgio até, para as situações com que me deparo no meu dia-a-dia. É o meu projeto e é algo a que me dedico para além dos meus filhos, do meu marido e da nossa casa, mas por vezes dou por mim a procurar algo que já tenho. Eu tenho a sorte de ter tempo para dedicar aos meus filhos, ao meu marido e á nossa casa. Eu tenho a sorte de ter tempo para me dedicar a mim e aos meus projetos.

Recentemente comecei a investir numa carreira como empreendedora de marketing multinível. É algo que me tem dado muita satisfação! É um projeto a longo prazo que mais cedo ou mais tarde começará a dar frutos e pelo qual pretendo continuar a lutar. Mas quanto do meu tempo quero investir nesse projeto? Será justo dizer á minha filha que não posso brincar com ela porque preciso de usar esse tempo para investir num negócio que um dia talvez me permita ter mais tempo para brincar com ela?? Percebem a minha questão? Não posso fazê-lo! É esta a questão que tem andado a vaguear os meus pensamentos.

Há tempos li um livro que definia a qualidade de vida não pelo dinheiro que tens, mas pelas experiências que vives. A permissa desse livro era de que tu não queres o dinheiro para o teres na conta bancária, tu queres dinheiro para satisfazer as tuas necessidades, fazer aquela viagem ou comprar aquele objeto. Então e se tiveres as tuas necessidades satisfeitas, se puderes fazer aquela viagem e comprar aquele objeto, faz sentido continuares a batalhar para ter aquele dinheiro?

Sem entrar em discussão em relação a poupanças e a colocar dinheiro de lado para qualquer eventualidade, será que alguém consegue um equilíbrio entre o que quer fazer para ter uma boa vida e realmente viver uma boa vida?!

Será em última instância uma questão de prioridades. E eu tenho as minhas bem definidas. O tempo que é absorvido pelo meu trabalho não pode nem vai ser retirado do tempo que quero ter para viver a minha vida.

Felizmente tenho essa opção. E não pretendo abdicar do direito de a usar!

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